Império Serrano reúne 16 compositores e abraça gerações para 2027
O Império Serrano escolheu seu samba para a Marquês de Sapucaí em 2027 abraçando uma proposta de união entre velhas e novas gerações. Dezesseis compositores assinaram a obra que levará o enredo “Seja marginal, seja herói: a revolução em sua legítima razão”, criação do carnavalesco Renato Esteves. A decisão reuniu Aluísio Machado, Arlindinho, Chico Cesar, Carlos Senna, Hamilton Fofão, Tinga, Nilson Rangel, Jorginho da Flor, Lico Monteiro, Thiago Bahiano, PC Feital, Fred Camacho, Tomás Miranda, Fabian Juarez, Lucas Marques e Bruno Rodrigo Jacoppet em torno de uma canção que dialoga com a contracultura como forma de resistência à opressão durante a Ditadura Militar e estabelece conexões com diferentes manifestações artísticas daquele período.
A vitória ganhou peso emocional especial porque marca os 80 anos da escola e reúne compositores que trabalharam ao lado do pai de Arlindinho, o lendário Arlindo Cruz. Fred Camacho definiu como honra estar novamente ao lado de Arlindinho em um samba do Império, enquanto PC Feital, que venceu com o Mangangá em 2022, se emocionou ao participar de uma obra que retrata intensamente um período que viveu. Tomás Miranda coleciona sua primeira vitória em disputa de samba-enredo da escola, enquanto Jorginho da Flor conquista sua segunda vitória recente pelo Império. O samba da parceria de Aluísio Machado, interpretado por Tinga, saiu vencedor da noite com referências ao Cinema Novo e versos que carregam o DNA imperiano, levando a torcida a contagiar toda a quadra.
