Estácio de Sá acelera barracão e afia a comunidade rumo ao seu centenário
A poeira do barracão e o suor da quadra anunciam que a Estácio de Sá caminha a passos largos para assinar uma folia inesquecível em seu centenário. O Berço do Samba enfrenta as agruras financeiras habituais da Série Ouro com a altivez de quem inventou a escola de samba, mantendo o cronograma de barracão em dia após superar a carpintaria e a ferragem. Os trabalhos agora se concentram na fase de pintura, esculturas e decoração das alegorias, enquanto o ateliê mantém a confecção das fantasias no ritmo planejado. A comunidade vem correspondendo à altura do enredo e mostra um canto cada vez mais encorpado, preparando a voz para o início dos ensaios de rua que fortalecem o entrosamento do componente.
A responsabilidade de defender um século de tradição ganha contornos de pura emoção nos bastidores da vermelha e branca. O diretor de carnaval Edvaldo Fonseca celebra a resposta dos segmentos e garante que a agremiação projeta muito mais que um desfile, construindo a exaltação viva da história do samba no Rio de Janeiro. A escola será a terceira a desfilar no sábado de carnaval pela Série Ouro, apresentando a proposta do carnavalesco Marcus Paulo para emocionar a Sapucaí e honrar o pavilhão do São Carlos. Quando a memória de um povo ganha a pista, a tradição pede passagem e o pavilhão estaciano mostra a sua força imortal.
