Déo Pessoa clama por respeito e previsibilidade no financiamento do carnaval
O carnaval carioca segue pedindo socorro nas mãos de quem deveria protegê-lo. Déo Pessoa, presidente da Liga-RJ, não poupou palavras ao cobrar previsibilidade nos recursos destinados às escolas de samba, argumentando que a falta de planejamento orçamentário transforma as agremiações em pedintes diante do poder público. Durante a audição do álbum de sambas-enredo da Série Ouro para 2027, o dirigente demonstrou satisfação com a qualidade da gravação, ressaltando como as letras nítidas e a possibilidade de cantar os sambas remetem à tradição dos discos de carnaval, uma experiência que hoje parece quase luxo diante das dificuldades financeiras. A manutenção ou o corte das verbas segue sendo debatido em campanhas eleitorais como se fosse favor, não direito, marginalizando ainda mais uma instituição fundamental para a cultura do Rio.
Os ensaios técnicos da Série Ouro estão garantidos para os dias 15, 16 e 17 de janeiro de 2027, com a Liga-RJ trabalhando para divulgar em breve a ordem das apresentações. Os minidesfiles, porém, continuam numa corda bamba. Déo não descarta a possibilidade de conseguir recursos que viabilizem o evento, mas admite as dificuldades estruturais. O calendário mais cedo do carnaval de 2027 exige agilidade da entidade, e o presidente reafirma o empenho em entregar o material com antecedência apesar dos obstáculos. A mensagem é clara: força de vontade não falta, mas sem previsibilidade orçamentária, o carnaval segue improvisando enquanto deveria estar celebrando.
