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Beija-Flor segue o Círio e encontra Zeneida no coração do Pará

15 de outubro de 2026 Revista Carnaval
Beija-Flor segue o Círio e encontra Zeneida no coração do Pará

A Beija-Flor pisou em solo paraense no último fim de semana para testemunhar um dos maiores eventos religiosos do Brasil, o Círio de Nazaré, e aproveitar a oportunidade para se aproximar ainda mais de quem será a grande homenageada no desfile de 2027: a pajé Zeneida Lima, aos 92 anos, cujas raízes ancestrais no Marajó alimentam o enredo “Zeneida: o Sopro do Pó de Louro”.

A delegação que viajou a Belém reuniu nomes importantes da escola. Estiveram lá o mestre-sala Claudinho e a porta-bandeira Selminha Sorriso, o carnavalesco João Vitor Araújo, os intérpretes Nino e Jessica Martin, além de Jorge Texeira e Saulo Finelon, que coreografam a comissão de frente. Cada um deles carregou para a celebração religiosa a missão de aprofundar a conexão com as tradições paraenses que darão vida ao enredo.

Para João Vitor Araújo, que pisava pela primeira vez no Círio, aqueles dias foram sagrados de verdade. O criador da escola vivenciou momentos de fé e emoção que o tocaram fundo. “Uma experiência que ficará para sempre no coração”, revelou ao compartilhar suas impressões sobre a viagem que transbordou em espiritualidade e reconexão com as referências que norteiam o trabalho artístico da azul e branca.

O encontro entre a Beija-Flor e Zeneida Lima já vinha se tecendo desde abril, quando representantes da escola viajaram ao Marajó para anunciar oficialmente o tema. Em agosto a pajé marcou presença na Noite dos Enredos na Cidade do Samba, e em setembro acompanhou a escolha do samba-enredo direto da quadra de Nilópolis. Agora, com esse reencontro em Belém durante o Círio, a relação entre a homenageada e a escola ganha nova dimensão, pautada na vivência conjunta de fé e tradição.

A Beija-Flor desfila no domingo de Carnaval, 7 de fevereiro de 2027, como segunda escola na Marquês de Sapucaí, levando na avenida a trajetória de uma mulher que é, ela mesma, um patrimônio vivo das ancestralidades paraenses.

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