Gabriel David classifica campanha da Prefeitura como mentirosa e apresenta dados

Gabriel David usou as redes sociais para se dirigir à comunidade da Beija-Flor após a escola amargar o 11º lugar no Carnaval deste ano, a pior colocação da escola desde que retornou ao Grupo Especial, em 1974. Ele se desculpou pela péssima posição e destacou que não esperava o resultado. Mensagem de Gabriel David Primeiramente, peço desculpas. É claro q n esperava esse resultado, é claro q nossa vontade sempre foi de conquistar mais um titulo para nossa amada escola. A pancada foi forte, sabíamos do risco, mas de verdade nunca achei q pudesse ser tao ruim assim. Queria agradecer mais uma vez a nossa comunidade, vocês nos sustentam, é por você e com vocês q voltaremos ao nosso devido lugar. Obrigado a todos q trabalharam e ajudaram essa escola, todos q fizeram parte desse ciclo. Mas, essa escola nunca andou, nem vai andar de cabeça baixa, nos vamos voltar, nos vamos superar tudo isso. Darei ate minha ultima gota de sangue para botar essa escola de volta no lugar mais alto do pódio! Parabéns Mangueira, lindo desfile, e parabéns para todas as co-irmãs pelo alto nível apresentado. Por outro lado, espero que este momento de euforia n esconda as reais necessidades do carnaval, independente de quem ganhou, ou de quem perdeu, precisamos olhar com mais carinho para o maior espetáculo da terra. Comunidade, voltaremos ainda mais fortes! Q o nosso Beija-Flor nunca deixe de voar, q ele continue corajoso para inovar, q ele continue humilde para reconhecer seus erros, mas q ele continue gigante em sua historia!
Reprodução do Instagram.

O conselheiro da Beija-Flor de Nilópolis, Gabriel David, que também é filho do presidente de honra da escola, Anízio Abraão David, usou as redes sociais nesta segunda-feira, 10 de junho, para rebater as afirmações da Prefeitura do Rio de Janeiro, em recente peça publicitária defendendo o não aporte de dinheiro público na festa. Ele classificou as informações oficiais como mentirosas.

Para legitimar seu ponto de vista, Gabriel David apresentou dados financeiros sobre a importância do Carnaval para a economia da cidade. Ele também levantou algumas questões sobre a folia.

Carnaval: a hora da verdade

Gabriel David

(1) O Carnaval é o evento que mais traz dinheiro para a cidade do Rio de Janeiro. De acordo com a Empresa Municipal de Turismo (RioTur), a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e a Fundação Getulio Vargas (FGV), em 2019, durante a festa, foram movimentados R$3,5 bilhões, em impostos e consumo direto de produtos e serviços das empresas cariocas. De ISS a prefeitura arrecadou R$ 77 milhões. Isso, em plena crise econômica;

(2) O Carnaval é o evento que mais movimenta os aeroportos e a rodoviária da cidade; os restaurantes e bares; que garante ocupação de mais de 80% da rede hoteleira todos os anos; que movimenta as indústrias gráficas, de instrumentos musicais, confecções, o audiovisual, e outros setores de uma cadeia produtiva bem estruturada;

(3) Para os artistas e gestores de 14 Escolas de Samba do Grupo Especial, a prefeitura reservou, em 2019, R$7 milhões em apoio. Está pagando ate hoje! Isso frente a desfiles que custam no total R$100 milhões;

(4) Outros R$63 milhões de recursos da prefeitura do Rio foram destinados para a limpeza urbana, bombeiros, guarda municipal, controle de trânsito e, claro, apoio para outras escolas de samba, blocos e bandas;

(5) O Carnaval trouxe para a cidade Maravilhosa 1,5 milhão de turistas! Qual é o evento no mundo que consegue esse resultado? Para o respeitado site de noticias *Bloomberg*, nem as Olimpíadas e a Copa do Mundo de Futebol conseguem isso em nenhum pais!

(6) O mapa da cidade do Rio desaparece quando cobrimos o mesmo com as indicações dos lugares em que estão as quadras, e as sedes de todas as escolas de samba, blocos e bandas. Instituições que, ao longo de todo o ano não interrompem suas atividades;

(7) Quem paga a conta dos 100 mil desfilantes de escolas de samba e de 2 milhões de foliões todos os anos? A paixão! A tradição histórica!

(8) Quem paga a conta das costureiras, bordadeiras, marceneiros, serralheiros, eletricistas, engenheiros, sapateiros, aderecistas e tantos outros profissionais todos os anos? A paixão. A tradição histórica!

(9) Quem paga a conta das 500 mil familias que participam das atividades sociais nas quadras todos os anos? Também, participam de cursos de qualificação profissional, de campanhas de saúde e alfabetização, de atividades esportivas e familiares. Quem paga essa conta? O sentimento de responsabilidade social dos gestores do carnaval do Rio de Janeiro.

(10) Será que a paixão e a tradição histórica do povo carioca que devem continuar pagando pelo maior evento cultural que se realiza todos os anos no mundo? Será que a prefeitura deve parar de apoiar tal movimento cultural a ponto de incentivar a destruição de sua imagem perante o mercado?

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